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Informar é importante, mas incluir exige transformação

  • Foto do escritor: juliafariasf
    juliafariasf
  • 2 de abr.
  • 1 min de leitura

Hoje, 2 de abril, é o dia Mundial de Conscientização do Autismo e eu enquanto professora de Física aproveito esse dia para refletir e repensar minhas práticas. No encontro com pessoas autistas, como professora da sala comum já me deparei com dúvidas, limites e inseguranças.


Quando eu escolhi a docência, tinha o objetivo de tornar a Física acessível para todos - ainda tenho - mas não imaginava que seria tão desafiador. No encontro com a diversidade da sala de aula, eu fui atravessada tanto por problemas estruturais do sistema de ensino como também barreiras atitudinais. É muito dura essa sensação de muitas vezes estar remando contra a maré, de ter várias tentativas de incluir e não conseguir, seja por falta de auxílio, tempo para me dedicar o tanto que deveria ou até mesmo a dificuldade de lidar com a própria frustração.


A inclusão não é um favor para pessoas com deficiência (PCDs) e grupos vulneráveis, é um direito de todos que deve ser garantido. Enquanto sociedade, nós precisamos em primeiro lugar desconstruir esteriótipos. Cada pessoa é única e possui suas diferentes formas de existir e ver o mundo. E nós, enquanto professores, precisamos de sensibilidade. Não é sobre ter respostas para todas as perguntas, mas estar disposto a aprender e a se transformar a cada dia.


Que estejamos dispostos a olhar e aprender com o outro.

Que estejamos juntos na docência lutando a cada dia para que práticas inclusivas se efetivem.


A docência não precisa e não deve ser solitária.

 
 
 

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